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Paraná cobra respostas: Copel terá 30 dias para apresentar plano após constantes quedas de energia

 

Copel terá agora um prazo de 30 dias para apresentar um plano de ação sobre as frequentes quedas de energia registradas no estado -  FOTO: Divulgação 

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) terá um prazo de 30 dias para apresentar um plano de ação sobre as frequentes quedas de energia registradas no Paraná. A definição ocorreu durante uma audiência pública realizada no Senado Federal, na terça-feira (5), reunindo representantes da indústria, do agronegócio e autoridades ligadas ao setor elétrico. As informações são do G1 Paraná.

A audiência foi motivada pelos inúmeros relatos de prejuízos causados pelas falhas no fornecimento de energia elétrica em diversas regiões do estado. Um dos casos citados ocorreu em uma granja de São Miguel do Iguaçu, no Oeste do Paraná, onde cerca de 20 mil frangos morreram após uma queda de energia, causando enormes perdas ao produtor.

O documento que será elaborado pela Copel deverá ser entregue à Comissão de Infraestrutura do Senado Federal. Já a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) também ficou responsável por criar um plano de fiscalização para acompanhar a situação no Paraná.

Durante a audiência, representantes do setor produtivo demonstraram preocupação com a insegurança causada pelas falhas constantes no fornecimento. O presidente da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Ágide Eduardo Meneguette, destacou os prejuízos enfrentados pelos produtores rurais.

Segundo dados da Aneel, o consumidor paranaense ficou, em média, sete horas sem energia em 2025, dentro do limite regulatório. No entanto, representantes da indústria afirmam que a realidade em muitos municípios é ainda pior. O diretor da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), João Arthur Mohr, afirmou que até interrupções rápidas já são suficientes para comprometer linhas de produção e gerar prejuízos.

A Aneel também confirmou aumento nas reclamações contra a Copel, o que levou à definição de ações de fiscalização técnica previstas para o segundo semestre deste ano.

Já o diretor-geral da Copel, Antônio Villela de Abreu, atribuiu parte dos problemas ao aumento de eventos climáticos extremos, como tempestades e vendavais, além de destacar investimentos em ampliação da rede elétrica, contratação de eletricistas e criação de canais específicos para atendimento ao setor rural.

Outro tema debatido durante a audiência foi o possível aumento na tarifa de energia elétrica. A revisão tarifária da Aneel, realizada a cada cinco anos, poderá elevar a conta de luz em até 19% para consumidores em geral a partir de junho. Em alguns segmentos industriais, o reajuste pode chegar a 51%.

O assunto gerou forte debate entre os participantes, que questionaram a relação entre o aumento da tarifa e a qualidade do serviço prestado pela companhia.

A Copel informou que o plano de ação em elaboração prevê novos investimentos, principalmente nas áreas rurais, além de medidas para reforçar o sistema elétrico antes do período de maior incidência de chuvas e temporais, entre setembro e outubro.

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