![]() |
| Caso chocou o Paraná e o Brasil - Foto: Reprodução Redes Sociais |
O homem flagrado por câmeras de segurança chutando a própria filha de apenas 3 anos no rosto, em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, tornou-se réu na Justiça pelos crimes de tortura e lesão corporal. A denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) foi aceita pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), que entendeu haver indícios suficientes de autoria e materialidade para dar continuidade ao processo criminal.
Com a decisão, o acusado, de 31 anos, passa oficialmente à condição de réu e responderá pelos crimes perante a Justiça. Até o momento, a data do julgamento ainda não foi definida. A boa notícia é que o homem continua preso.
Ministério Público aponta rotina de agressões
De acordo com a denúncia do MP-PR, as agressões não se limitavam ao episódio registrado pelas câmeras de segurança. A Promotoria afirma que o homem submetia os dois filhos — uma menina de 3 anos e um menino de 5 anos — a uma rotina de violência física e psicológica.
Segundo o documento, as crianças eram obrigadas a permanecer ajoelhadas sobre tampinhas de garrafa e até mesmo sobre grãos de feijão como forma de castigo, prática que, conforme o Ministério Público, tinha o objetivo de provocar intenso sofrimento físico e emocional.
Prisão preventiva mantida
O acusado permanece preso preventivamente desde sua prisão. A identidade dele não foi divulgada pelas autoridades para preservar as crianças envolvidas no caso. Até o momento, a defesa do homem não se manifestou publicamente sobre a decisão que o tornou réu.
Caso causou indignação em todo o país
O caso ganhou repercussão nacional após imagens de câmeras de segurança mostrarem o momento em que o pai desfere um chute violento contra o rosto da filha em plena via pública, no dia 5 de julho.
As imagens também registram a reação imediata de um homem que presencia a agressão e intervém para proteger a criança.
Após a divulgação do vídeo, a Polícia Civil iniciou as investigações e prendeu o agressor.
Pai alegou que perdeu a cabeça
Em depoimento à Polícia Civil, posteriormente exibido pelo programa Fantástico, da TV Globo, o homem afirmou que agrediu a filha porque ela estaria chorando e gritando na rua.
Segundo ele, a criança "estava berrando" e, após perder o controle da situação, acabou cometendo a agressão. O acusado também declarou estar arrependido do que fez e afirmou que "perdeu a cabeça".
Exames comprovaram as agressões
A mãe da menina registrou boletim de ocorrência após tomar conhecimento das imagens. A criança foi submetida a exame de lesão corporal, que confirmou as agressões sofridas.
Além da prisão do pai, a Polícia Civil solicitou medidas protetivas de urgência para garantir a segurança da menina, do irmão de 5 anos e da mãe das crianças.
Segundo o delegado responsável pela investigação, a prioridade sempre foi assegurar a integridade física e emocional das vítimas.
Como denunciar
Casos de violência contra crianças e adolescentes podem ser denunciados de forma anônima pelo Disque 100, além das delegacias de Polícia Civil, Conselhos Tutelares e demais órgãos de proteção à infância.
Piên em Notícias reforça que denúncias podem salvar vidas. Sempre que presenciar ou tiver conhecimento de qualquer forma de violência contra crianças e adolescentes, denuncie. O silêncio protege o agressor; a denúncia protege a vítima.
Fonte: UOL, com informações do Ministério Público do Paraná e da Polícia Civil do Paraná.
