
Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal de Curitiba, em endereços localizados em Fazenda Rio Grande e Curitiba - FOTO: PF/ Divulgação
Uma operação da Polícia Federal (PF) deflagrada na manhã desta quarta-feira (1º) colocou um vereador de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), no centro de uma investigação sobre um suposto esquema de contrabando de cigarros e lavagem de dinheiro. As informações foram divulgadas pelo G1 Paraná.
De acordo com a reportagem, o vereador Alesandro Bordignon Weiss, conhecido politicamente como Sandro do Proteção (PSD), é investigado por suspeita de atuar como responsável pela coordenação da logística, transporte, armazenamento, distribuição e comercialização de cigarros contrabandeados.
Segundo a Polícia Federal, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal de Curitiba, em endereços localizados em Fazenda Rio Grande e Curitiba.
Ainda conforme o G1 Paraná, cerca de R$ 40 mil em dinheiro foram encontrados na residência do parlamentar durante o cumprimento dos mandados.
Investigação está em andamento
Em nota divulgada pela Polícia Federal e reproduzida pelo G1 Paraná, os investigadores apontam que o grupo criminoso investigado atuava de forma "estruturada e permanente". A suspeita é de que empresas e pessoas interpostas, conhecidas como "laranjas", fossem utilizadas para ocultar tanto os valores obtidos com a suposta atividade criminosa quanto a identidade dos envolvidos.
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| R$ 40 mil em dinheiro foram encontrados na residência do parlamentar durante o cumprimento dos mandados |
Até o momento, a operação tem caráter investigativo e busca reunir provas que possam esclarecer a participação dos investigados.
Vereador está no segundo mandato
Sandro do Proteção exerce seu segundo mandato consecutivo na Câmara Municipal de Fazenda Rio Grande. Nas eleições mais recentes, o parlamentar recebeu 2.099 votos.
Presunção de inocência
O Click RMC ressalta que a operação faz parte de uma investigação conduzida pela Polícia Federal e que, até o momento, não há condenação judicial contra o vereador. Conforme determina a legislação brasileira, todo investigado tem direito à ampla defesa, ao contraditório e à presunção de inocência, até eventual decisão definitiva da Justiça. A reportagem do Click RMC acompanha o caso e permanece à disposição para publicar o posicionamento da defesa do vereador ou de seus representantes, caso seja encaminhado.
