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Operação do Gaeco mira assessor da Casa Civil suspeito de movimentar R$ 5,7 milhões sem origem identificada

Conforme as investigações do Gaeco, o assessor é suspeito de ter recebido cerca de R$ 5,7 milhões de origem não identificada, sendo quase R$ 1 milhão em espécie - FOTO: Divulgação


Segundo informações divulgadas pelo Blog Politicamente, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço do Ministério Público do Paraná, deflagrou na manhã desta sexta-feira (15) a operação “Enigma”, que tem como principal alvo o assessor da Casa Civil do Governo do Paraná e ex-prefeito de Goioerê, Luiz Roberto Costa, conhecido como Beto Costa.

De acordo com o portal, Beto Costa é considerado um dos principais aliados políticos do deputado estadual Márcio Nunes e chegou a ser cotado para assumir a Secretaria de Agricultura do Paraná (SEAB) após a saída de Márcio Nunes da pasta, em abril deste ano. No entanto, acabou sendo nomeado assessor da Casa Civil, cargo no qual recebia salário de aproximadamente R$ 13 mil.

Conforme as investigações do Gaeco, o assessor é suspeito de ter recebido cerca de R$ 5,7 milhões de origem não identificada, sendo quase R$ 1 milhão em espécie. Ainda segundo uma fonte ligada às investigações, também teriam sido realizados saques em dinheiro e por meio de cheques que somam aproximadamente R$ 11,9 milhões, sem identificação dos destinatários.

As apurações apontam ainda que os supostos crimes teriam sido praticados por meio de empresas ligadas a Beto Costa. Um dos fatores que chamou a atenção dos investigadores foi a evolução patrimonial considerada incompatível com as rendas declaradas oficialmente.

A operação investiga possíveis crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e sonegação fiscal. A ação contou com apoio do Gaeco de Santa Catarina.

Ao todo, estão sendo cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Goioerê e Balneário Camboriú (SC). Entre os locais alvos da operação estão a residência de Beto Costa e dois escritórios de contabilidade. Durante a ação, foram apreendidos documentos, anotações e aparelhos celulares, que passarão por perícia.

Ainda conforme o Blog Politicamente, o Juízo de Garantias da Vara Criminal de Goioerê determinou medidas cautelares patrimoniais que somam R$ 21,5 milhões, incluindo bloqueio de contas bancárias, imóveis, ativos financeiros e apreensão de veículos de luxo vinculados ao investigado.

Após a deflagração da operação, o Governo do Paraná informou, por meio de nota oficial, que Luiz Roberto Costa foi exonerado do cargo na manhã desta sexta-feira.

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