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| Recém-nascida estava internada na UTI Neonatal do Hospital de Clínicas desde o dia 24 de agosto; quadro infeccioso evoluiu de forma grave - Foto: Divulgação |
PARANÁ
A bebê recém-nascida encontrada dentro de uma sacola de lixo em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, morreu na manhã desta sexta-feira (11). A informação foi confirmada pelo Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde a criança permanecia internada desde que foi resgatada.
A recém-nascida foi localizada na madrugada do dia 24 de agosto, no bairro Guarituba. Uma moradora ouviu um barulho vindo da rua e, inicialmente, imaginou que se tratasse de um gato machucado. Ao sair de casa para verificar, encontrou a bebê dentro de uma sacola e acionou ajuda.
A criança foi socorrida e encaminhada para a UTI Neonatal do Hospital de Clínicas. Segundo informações divulgadas pela instituição, ela deu entrada apresentando hipotermia grave, além de lesões e duas fraturas.
Durante a internação, a equipe médica iniciou tratamento com antibióticos. No entanto, o quadro infeccioso evoluiu de maneira grave nos últimos dias.
“Apesar de todos os cuidados dispensados a ela pela equipe da UTI Neonatal e por todos os especialistas envolvidos neste caso, a bebê não resistiu e morreu no fim da manhã de hoje”, informou o hospital.
Mãe é uma adolescente de 16 anos
Durante as investigações, a Polícia Civil identificou uma adolescente de 16 anos como mãe da recém-nascida. Em depoimento, ela afirmou ter sido vítima de estupro meses antes e alegou que não sabia que estava grávida até entrar em trabalho de parto.
Segundo o delegado João Paulo de Souza, responsável pela investigação, a adolescente relatou que realizou o parto sozinha e teria se desesperado diante da situação. Ela também afirmou que acreditava que a criança estivesse morta quando a colocou no local onde posteriormente foi encontrada.
Até então, o caso era apurado como possível ato infracional análogo à tentativa de infanticídio. Com a confirmação da morte da bebê, a Polícia Civil deverá avaliar os próximos encaminhamentos da investigação e o eventual impacto do óbito na apuração.
As circunstâncias envolvendo a gestação, o parto, o abandono da recém-nascida e a alegação de violência sexual feita pela adolescente também fazem parte do caso.
A bebê permaneceu internada por pouco mais de duas semanas, recebendo atendimento especializado na UTI Neonatal, mas não resistiu às complicações provocadas pelo grave quadro infeccioso.
